Parras Wines
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A Quinta que Pertenceu ao Marquês de Pombal

Não muito distante do sopé da vertente poente da Serra de Montejunto, entre Vilar e Martim Joanes, a Quinta do Gradil cruza a sua história com a da cultura da vinha e do vinho desde 1760. Considerada uma das mais antigas, senão a mais antiga () herdade do concelho do Cadaval, a Quinta do Gradil tem uma forte tradição vitivinícola que se prolonga desde há séculos. A propriedade é composta por uma capela nobre ornamentada por um torreão artisticamente decorado, um núcleo habitacional, duas adegas, um restaurante, uma loja de vinhos, e uma área agrícola de 200 hectares, dos quais se destacam 120 de vinha plantada com castas nacionais e internacionais, e a partir das quais se produzem vinhos brancos, tintos, espumantes e uma aguardente.

A Quinta do Gradil foi adquirida no final dos anos 90 pelo neto de António Gomes Vieira, precursor da tradição de vinhos na família desde 1945. Luís Vieira iniciou em 2000 o processo de reconversão de toda a área de vinha primando por castas de maior qualidade. A adega principal sofreu melhoramentos profundos e as cocheiras recuperadas deram lugar a um restaurante. O palacete e a capela, em fase muito avançada de degradação aquando da aquisição da Quinta, foram limpos e contam agora com um projeto ambicioso de recuperação.

As mais antigas referências documentais encontradas sobre a Quinta do Gradil remontam ao final do século XV, num documento Régio. Em 14 de Fevereiro de 1492, data do documento, D. Martinho de Noronha recebeu de D. João II a carta de doação da jurisdição e rendas do Concelho do Cadaval e da Quinta do Gradil. Por ocasião da ascensão de D. Manuel I ao trono português, e sua actuação a favor dos membros da Casa de Bragança, a Quinta do Gradil torna a ser referenciada na confirmação de doação concedida por D. Manuel I a D. Álvaro de Bragança, irmão mais novo do 3º Duque de Bragança, D. Fernando II, que acusado de traição foi mandado degolar por D. João II, em 1483.

A Quinta terá sido adquirida pelo Marquês de Pombal por ocasião do movimento que a partir de 1760 levou à ocupação de terras municipais, admitindo-se que já na altura contasse com o cultivo de vinha, fator que terá sido decisivo para o estadista fundador da Companhia das Vinhas do Alto Douro. Manteve-se na pertença da família até meados do século XX, quando foi comprada por Sampaio de Oliveira.